domingo, 2 de março de 2014
Interessante seria se o mundo girasse ao contrário, não retroceder em seu eixo geográfico, mas uma mudança de valores, uma direção oposta ao abismo, um evoluir de glória, quando cada ser se apossasse do bem. Interessante seria se o dinheiro fosse o menor dos tesouros e que o amor reinasse. Amor por dinheiro, dinheiro por amor, dinheiro sem amor, amor sem dinheiro. Não importa o que se trás no coração, caminhamos pela estrada do status, da honra, tantas vezes sem mérito, caminhamos em busca de respostas confusas, de constante angústia, somos artistas sociais, astistas de uma sociedade sem decência. Pra que agir diferente disso, se o mundo não grita por mudanças? ou grita e me faço de incapaz, 'ouvindo' um vácuo silencioso que toma conta dos meus ouvidos tediosos da constante desqualificação do conceito atribuído por Aristóteles, nós não somos mais tão sociais,acredito eu que desde o surgimento do contrato social, ou o que eu posso chamar de 'política do capital', essencialmente, posicionamento soberano da menor parcela da humanidade, sobre seus milhões de vassalos. Belos tempos em que a força era definidora, as injustiças eram resumidas a genética. Talvez um pensamento assim seja tão pernóstico e abusivo quanto quem escreve preocupando-se com conceitos, crédula da capacidade de mudar o mundo, e esquecendo de olhar pra frente. Somos todos conhecedores de uma realidade lastimável, mas somos todos escravos de um 'lugar comum', escravos da aceitação e submissão de um sistema corrompido, doente e completamente anti-democrático. Maquiavel nunca esteve tão certo.
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